Os produtos da Gradiente à venda nas lojas podem até sugerir um bom negócio, mas desde janeiro, nenhum deles tem garantia de fábrica.
Numa loja em Belo Horizonte, o consumidor que estiver disposto a desembolsar R$ 2 mil por uma televisão LCD de 32 polegadas não é informado que o produto não terá garantia da Gradiente.
A própria Gradiente, enviou um comunicado, em fevereiro, a órgãos de defesa do consumidor de todo o país dizendo que por problemas financeiros não efetuará o reembolso nem a troca de aparelhos por 180 dias.
Nas oficinas autorizadas, faltam peças de reposição. O dono de uma autorizada diz que recebeu da fábrica a ordem para devolver os produtos sem consertá-los.
“O informativo era que comunicasse para os clientes que retirasse o aparelho e aguardasse o retorno dos serviços”, disse.
Foi o que aconteceu com Eduardo. O som novinho nunca funcionou.
“Eu fui à assistência técnica três vezes então eu procurei o Procon”, disse.
O órgão de defesa do consumidor diz que mesmo enviando o comunicado, a Gradiente é responsável pelos produtos.
“O código determina que a empresa devolva o dinheiro ao consumidor ou entregue um outro produto novo no prazo de 30 dias”, disse o coordenador do Procon-BH, Marcelo Barbosa.
O Procon de Belo Horizonte pediu ajuda ao Ministério Público para conseguir na Justiça a suspensão da venda dos produtos da Gradiente em Minas Gerais. Além da reparação dos danos causados ao consumidores.
A Gradiente não quis gravar entrevista. Por nota, a empresa disse que passa por um processo de reestruturação e, por isto, enfrenta problemas relativos ao fornecimento de componentes para a rede de assistência técnica. A empresa reforçou que a questão vem sendo acompanhada pela companhia, que realiza todos os esforços com o objetivo de equacionar o quanto antes as pendências junto aos consumidores.



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